"> Unidade de Gestão da Bacia do Incomati - UGBI - ARA Sul - Administração Regional de Águas do Sul Unidade de Gestão da Bacia do Incomati - UGBI - ARA Sul - Administração Regional de Águas do Sul

Unidade de Gestão da Bacia do Incomati – UGBI


A Unidade de Gestão da Bacia do Incomati, tem sede em Corumana, distrito de Moamba, Província de Maputo, a cerca de 90km da cidade de Maputo e gere os recursos hídricos das bacia hidrográfica do Incomati.

Bacia do Incomati


A bacia do Incomati possui uma área de 46.200 Km2 , dos quais somente 32% situa-se em território moçambicano. Na Swazilândia a área é de 6% e na República da África do Sul é de 62%. Os principais afluentes são Komati, Crocodilo e Sábiè.

O Komati entra em Moçambique a jusante da afluência dos rios Komati e Crocodilo em Ressano Garcia, passando a chamar-se Incomáti. O comprimento do rio em Moçambique é de 280Km (cerca de 40% de comprimento total).

Escoamentos


A contribuição de Moçambique para o escoamento do rio Incomáti é aproximadamente de 4%. Assim, o país está fortemente dependente dos recursos hídricos dos países de montante. O escoamento médio anual do rio Incomáti calculado para um período de 30 anos é igual a 2.015 Mm3 . O escoamento médio anual do rio Sábiè é de 630 Mm3.

Para determinação de escoamentos de fronteira em Moçambique existem duas séries de informação de qualidade, respectivamente, Ressano Garcia no rio Incomáti e Machatuíne no rio Sábiè, sendo que a última deixou de operar porque ficou submersa no ano de 1987, pela albufeira de Corumana.

O escoamento mínimo ocorre geralmente em Setembro/Outubro, mas também podem ocorrer escoamentos baixos entre Maio e Novembro.

Características


Para as características meteorológicas optou-se por três zonas e três cenários. As zonas selecionadas são o alto, o médio e baixo Incomáti, sendo (1) o alto Incomáti, a área entre a fronteira com a África do Sul até Magude; (2) o médio Incomáti, a área compreendida entre as secções de Magude e Palmeira; (3) o baixo Incomáti, a área a jusante de Palmeira.

O clima da bacia, em Moçambique, varia de tropical húmido de savana, na Costa, a seco de estepe, nas regiões mais a oeste e centrais. A temperatura média anual varia de 22,4ºC a 23,9ºC. A precipitação média anual varia de 1073 mm em Calanga (P 307), na Costa, a 509 em Mapulanguene (P 600), perto da fronteira com a África do Sul. A precipitação média anual, na área moçambicana da bacia, é de cerca de 650mm.
Os solos da parte de jusante da bacia são principalmente aptos para arroz, particularmente perto da foz e, noutras zonas como os terraços mais elevados de origem marinha. Existem algumas colinas arenosas, boas para o cultivo de vegetais e bananas. Na parte central, as deposições fluviais são boas para trigo, milho, cana-de-açúcar e vegetais. Mais a montante, existem terraços elevados com solos argilo-arenosos, que são indicados para citrinos e mandioca entre outras culturas.

A outra infra-estrutura hidráulica que tem um papel importante a desempenhar é o açude de Chauali, uma barragem de terra cujo objectivo é aumentar a capacidade natural de armazenamento do lago Chuali até 200 Mm3. Localiza-se no rio Massimachopes, no distrito da Manhiça.Também existem na bacia as represas de Macaene no rio Massitonto e de Mapulanguene no rio Uanetse, ambas no distrito de Magude, cujo objectivo é armazenamento de água para fins agro-pecuários nas zonas da sua localização. No entanto, a qualidade das suas águas requer melhor monitoramento, porquanto há períodos que se apresentam salobras. As represas encontram-se assoreadas devido à deficiente concepção das descargas de fundo, agora não operacionais.